quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

2011: Fim.

Ficar na porta
estar esperando
por alguém
que não se sabe
se virá ou
se atrasará.

Pois creia
ditarei a solidão
das pessoas
pelos dias passados
horas em discrição
dos valores -
o que conto existe?

A vida corre
com uma velocidade
que só nos damos conta quando envelhecemos
é o spack do momento
o instante
a ser vivido?

Olhar ao horizonte
tropegando e passando
sentir saudade -
é a razão da
espera?

(Marta, Elizandra, Sabrina, Valéria, Yessa)

***

Uma mulher
"à espera do nada"
um ser
concentrado
imóvel suspeito
a-cultural
não julgai

Um carro
"onde está?"
ao redor
parado na esquina
estacionado
ali

Uma pedestre
"atravessa a rua"
e anda
com calma pressa
espiralando
com sacolas

Uma calçada
"pedras fixas"
para nós
contam a história
do povo.

(Andréa Ielen, Jéssica Rodrigues, Janaína Monteiro, Tatiane Silveira)

***

Compre algo.
E quanto vale?
Quanto custa?
É mesmo Necessário?
Nada.

Use tudo.
Por quê preservar?
Quem usa?
Tudo ou nada?

Cuide.
O que sente?
É importante?
Feliz ou triste?

Respeite.
Dogma?
Importa?
Verdade ou mentira?
Amém.

(Paula, Bárbara, Kely, Stefhany, Graciele)

***

Não tenho colegas
nem professor
vida me ensina.

Segundo mês na rua
aprendo com tudo
tudo na rua.

Esperando viagem
continuo em
(in)aprendizagem.

(Maíza Pallú, Carlyle Mendes, Jeferson Fernandes)

***

Pare olhe
E escute há muito mais:
do que nossos
olhos podem
nos olfetizar.
O pensamento
viaja no espaço interior:
somente o olhar traduz
sem luz.

(Ruth e Dinacir)