Início. Carona. Troca de olhares. Silêncio. Nervoso. Ansiedade. Palavras soltas. Mãos trêmulas. Coração acelerado. O beijo. A vergonha. A felicidade. Um Sonho!
(Giseli Jordão)
***
Chega. Beija. Abraça forte. Olhar fixo. Palavras doces. Conversas engraçadas, sérias ou sem sentido. Brinca. Faz cócegas. Fica bravo. Sorri. Abraça. Beija. Despede-se. Vai embora.
(Giseli Jordão)
***
Chegar. Sentar. Prestar atenção. Viajar com a imaginação. Conversar. Trocar idéias. Questionar. Buscar. Contentar-se.
(Giseli Jordão & André)
***
Confusão
No lugar. Simples. Desejo. Mudar. Juntar. Unir. Expectativa. Dúvida. Estudar ou viajar. Viajar, estudar depois. Deixar a desejar. Retornar. Impaciência. Refletir. Mentalizar. Sonhar. Dormir. Não descansar. Acordar. Estudar. Saudades do simples. Querer voltar atrás. É o frio que queima e o fogo que esfria. Medo. Confusão. Depressão. QUerer desistir. Não deixarem. Seguir em frente. Todo o lado bom. Mudar. Bagunçar novamente. Sentir falta do passado, presente ausente. Sorrir como o sol. Queimar no frio, secar na chuva. Escuridão que grita. Luz que silencia.
(Melissa Yumiki Tanaka)
***
Desapego
Liberdade tão esperada.
Deixou a desejar.
O céu finito e a casa vazia.
Casa, não lar.
Lar, onde está o coração.
Coração a se desapegar.
Sem apego, sem lar.
(Melissa Yumiki Tanaka)
***
Crescer
Pensar dormindo, sonhar acordada. Avesso. Avesso perfeito. Coisas simples, grande complexidade. Amei a amora, preferi a cereja. Crescer sem amadurecer. Amadurecer sem crescer. Verde não é imaturo. Vermelho não é maduro. Trilhar o próprio caminho. Não trilhá-lo sozinha. Conselhos aos montes, confiáveis aos poucos. Único conselho aceito. Quem dá não é humano.
(Melissa Yumiki Tanaka)
***
Assisto. Paro. Grito. Loucura insensata sem a qual não sei viver. Paixão. Amor. Uma mistura homogênea dos dois. Largar? Desistir? JAMAIS. É essa a minha vida. É esse o meu clube. Verde. Branco. As duas cores formam esse manto. Sagrado. Lindo. Radiante. Campeão. GOOOOOOOOL. Vencer. Alegria. Mais alegria. Alegria sem fim. O grito sai da garganta e não quer parar. É mais que paixão. É mais que amor. É uma idolatração. Razão. Razão de viver. Viver pra ver. Ver a vitória. Vitória sensacional. Amor sem igual. Forte. Muito forte. É como bate o coração quando se vê o verdão. Olé! Ultrapassa o meio-campo. Ataque. Atacante. Brilhante. E volta pro volante. Mas continua brilhante. Chuta. Pisa. Breca. Uau! É o que faz o lateral. Passa. Volta. Repassa. Rola. Rola a bola. Vai. Volta. Parte. Parte em direção ao ataque. Vai, vai, vai. Ataque. Atacante. Matador. GOOOOOOOOOL. É o bonde. O bonde sem freio. Aquele que carrega multidões.
(Bruna de Souza & Leonardo Domanski da Motta)
***
Rotina
Cinco horas da manhã...
Cansaço, preguiça, frio, sono... Não, não, não!
Sonho, conhecimento, ralei, estudei, passei...
Consegui, realizei...
Seguir, seguir sempre sem desistir...
É duro, é difícil, é complicado...
Mas não altera a lei...
Desistir? É para os fracos...
Prosseguir, sempre prosseguir...
Assim se consegue atingir aquilo que sempre quis...
Almoço? Tempo? Falta...
Trabalho. Dinheiro. Consumo.
Poupar? Impossível...
Gastar? Inevitável...
Ralar, ralar, ralar...
Fim do mês? Retorno!
Comprar, comprar, comprar...
Jantar? Comida? Dormir!
Banho, ler e dormir...
Saudades. Saudades do que foi...
Sem rotina? Não mais...
Cinco horas da manhã...
Cansaço, preguiça, frio, sono...
(Bruna de Souza & Leonardo Domanski da Motta)
***
Penso em escrever um livro. E um livro surge em minha vida. Sou dirigido por meu texto que nem sempre sou eu quem escrevo. Inicio uma cena... quando percebo, estou em câmera lenta. Estou lendo... voando...bem leve...quase parando. PAREI! OLHEI! ANDEI! Continuei... agora não sei mais quem sou, saí de mim, não consigo mais voltar. Continuo mas espero em silêncio... Pareço não saber onde ir e onde estar... mas quero chegar. Me vejo no espelho e não me reconheço. Não sei realmente quem eu sou. Continuo... Paro, corro vôo, pulo, caio, levanto, beijo, abraço, amo... amo como nunca antes. Não toco, nem me excito. Caio, corro, apareço, me assusto, apareço. Corta tudo! Me vejo de volta e agora reconheço quem sou. Acabo de gravar e a chuva cai. Saio, corro, caio, entro no carro e em casa agora estou. Deito, durmo, sonho, acordo e agora sim sei quem sou. O meu livro? Não sei onde parou. Só sei onde devo continuar. E agora, não mais em silêncio, volto a saber onde quero chegar. Volto, revolto, cresço, apareço, desapareço, surjo e sujo, limpo e derramo, amo e excito, sinto e desejo, amo e volto, trabalho, amo, vivo, revivo, luto, perco, venço, cresço, caio de joelhos, envelheço, chega o meu fim e o meu recomeço.
(Bruna de Souza & Leonardo Domanski da Motta)
***
Dia cinzento, coração despedaçado, olho por trás desse dia preto e branco e só vejo tristeza e pranto.
(Clévia Tavares, Fernanda Muraro, Paola Homann)
***
Tensão através do medo. Angústia pelo conflito. Perguntar respostas.
(Lyohana Colere da Silva)
***
Absorção. Idéias. Relances de acúmulos. Pincelamentos. Focalizando. Referências, comparações. Vivências. Problematização. Com a formulação da concentração, se tornando ansiedade destinada. Produção. Talvez inéditas, talvez não. Lentos processos, procedimentos. Destaque, a diferenciação que torna superior. A eterna busca.
(Beatriz de Césaro)
***
Interiorização, necessidade de expressão. Atenção. Igualdade, inacessível, necessária. Desigualdade, inaceitável e buscada. Fala censurada, pensamento inferiorizado. Alienação. Investimentos, ética, caráter, corrupção.
(Beatriz de Césaro)
***
Necessidade, vulgarizado, valorizado. Busca. Utopia. Transformações. Inconsequente, autoritário, carinhoso, sensível, infinito. Diferenciado. Emoção. Razão, falta de. Seriedade, descontração, ambiguidade. Tudo em um só. Não acaba jamais, nasce sempre mais. O profundo. Construção de conforto, acomodação.
(Beatriz de Césaro)
***
Escrever é fantasiar, flutuar, imaginar, viver. É andar por um caminho claro, mergulhar em águas límpidas, refrescar-se. Plantar e regar as alegrias da alma. Viajar sem preocupar-se com a volta, alimentar-se de conhecimentos, moldar estados de espírito, é não brincar de esconde-esconde, correr pelos campos e, porque não, filosofar? Não resumir-se, mas deixar que as ondas de idéias e sentimentos nos invadam. É nada mais do que criar. Emoção.
(Brenda Cristina de Souza)
***
Tristeza. Escuridão, janelas fechadas, cofres sem senhas, tudo assombrado, calado, quieto, terremotos. É a tristeza. É não compartilhar, prender-se em profundos breus, ter medo. Não ter forças nem motivações para buscar a coragem, a felicidade. É a tristeza. Procurar e não achar. Andar por uma rua sem saída. Sentir dor. Não querer ouvir música, Apertar espinhos. Ficar sozinho. É a tristeza.
(Brenda Cristina de Souza)
***
Falar do amor é falar da vida, do futuro, sonhar infinitamente, amor ao outro, ou à leitura, ou amar a vida. Sorrir sem parar. Brincar. Borboletas voando dentro da alma. Abraçar. Amar é falar o nome diferente. Afeição, satisfação, apetite, desejo. Amor, ver o sol brilhando. Sentir a chuva caindo. Rir. Chorar também. Por que não? Ou então chorar de rir. Recordar, fechar os olhos. Fogo que não apaga. Caminhar sem pressa. Laços familiares, amor é a vida, viver amando, amando vivendo, é amor.
(Brenda Cristina de Souza)
***
Da fome à gula. Percorro vontades arbitrárias, julgamentos fúteis. Insiste, cisma. Fome deselegante. Teima em virar gula. Gramas de indelicadeza. A balança da inconsciência.
Rendo-me com idéias de bisturi.
(Fernanda Martins Pereira)
***
Pássaro voa!
... sem gaiola...
solto! Liberdade.
(Vanessa Terezinha)
***
Amor, saudade...
...ah! Separados pela distância
Bons momentos lembrados!
(Vanessa Terezinha)
***
Irmão de alma;
cúmplice e leal.
Amigo!
(Vanessa Terezinha)
***
Acordei hoje com frio...
Com saudades, com inúmeras sensações...
E me dei conta de que a vida é cheia de surpresas...
Hoje acordei com o sol batendo em minha janela...
Os passarinhos voavam e cantavam alegremente...
Eles possuem liberdade, liberdade esta que nós não possuímos inteiramente...
Hoje acordei com o vento em meu rosto...
Vento este, que trouxe lembranças do meu tempo de criança...
Lembranças do quanto eu era livre quando criança...
Hoje sou adulto...
Tenho responsabilidades que crianças não têm...
E não tenho a imaginação que uma criança tem para transformar tudo em belo...
(Miriana Alves Ramos ou Gisele Beira Campos?)
***
Já não sinto nada. Os sentimentos sumiram. As emoções para as quais vivia foram para o beleléu. Viver sem emoção não é vida. Onde está, também, a filosofia? Correr tornou-se inútil, o tempo não para. A contra-cultura também tem contra-cultura. A desconstrução habita a nova construção. É difícil crescer no meio dos grandes. Para desconstruir uma vida é preciso de muito mais que um novo biografema. Sinto, mas já não sentimos mais nada.
(Catarina Vieira)
***
SONHANDO
Sol de plástico,
Vira a serra,
Frente ao mar,
Futil e ágil,
A sonhar,
Com as cordas pra tocar.
Encontro o selo,
Ao viajar,
Puxa vida! Que lindo ar!
(Sabrina Fiorese)
***
VIDA
COMPRAR
ADORAR
PEDIR
IDEALIZAR
TOCAR
ATROFIAR
LAMENTAR
IMPEDIR
SEMEAR
MALDADE
OFENDER
(Sabrina Fiorese)
***
A cidade de cima, vento no cabelo, sensação de liberdade: sonho de uma vida.
(Nicole Cristine Tertuliano Pereira)
***
Capa dura, letras miúdas, cheiro de mofo -
novas aventuras.
(Nicole Cristine Tertuliano Pereira)
***
Andando, caindo, esbarrando, gemendo, ultimo olhar, suspiro final.
(Nicole Cristine Tertuliano Pereira)
***
Leio, releio, penso e opino, fico sem destino numa escrita perdida.
(Maria José de Souza)
***
Tudo posso, nada consigo mas insisto; penso, repenso e a hora passa. Desisto.
(Maria José de Souza)
***
O sol é forte.
A música brilha nas minhas cordas vocais.
Gosto de queijo e labaredas.
Saudades.
(Eliel Franco Machado)
***
"Um anel para todos governar".
Fragmentar.
Achar.
Encontrar.
Trazer.
Aprisionar.
Achou!
(Eliel Franco Machado)
***
A velha faca.
Na mão trêmula.
A bandeira.
Voa alto.
A pipa.
(Eliel Franco Machado)
***
Risca.
Trasca.
Engole.
Viga.
Põe.
ShwvalÁÁáááaaawww...
GOL!
(Eliel Franco Machado)
***
(Naira Gomes do Espírito Santo Loi)
***
Silêncio inquietante.
Vozes inconscientes.
Rabiscos abstratos.
Real presente.
Surreal alcance.
Gnomos peraltas.
Conto de fadas.
Bruxa malvada.
Loucuras, devaneios.
Gritam, chamam, xingam, sofrem, choram.
Encanto, desencanto.
Fantasia, ausência.
Mente não mente. Mente.
(Mariane Lisiak)
***
CICLO VICIOSO
Nascer. Viver. Sorrir. Crescer. Viver. Amar. Perder. Viver. Chorar. Aprender. Viver. Perdoar. Esquecer. Viver. Sorrir. Recomeçar. Viver. Amar. Perder. Viver. Chorar. Aprender. Viver. Perdoar. Esquecer. Viver. Sorrir. Recomeçar. Viver. Amar. Perder. Viver. Chorar. Aprender. Viver. Perdoar. Esquecer. Viver. Sorrir. Recomeçar. Viver. Amar. Perder. Viver. Chorar. Aprender. Viver. Perdoar. Esquecer. Viver. Amar. Perder. Chorar. Aprender. Viver. Perdoar. Esquecer. Viver. Sorrir. Recomeçar...
(Mariane Lisiak)
***
?ossoP. racuhcam em ed setna zilef res omoc rirbocseD. rarre rative arap. saicneuqesnoc sad rebaS. ratnugrep. euq o rebas arap satsopser as recehnoC. mif olep odut raçemoc redop aireuq ós eu ejoH
osrevni oA
(Mariane Lisiak)
***
MOMENTOS DE MAGIA
Chegar. Por o dedo. Apreensão. Escutar o Tic Tac. Aguardar. Sorrir. Tremores na mão. Ir. Abrir a porta. Entrar. Pensar. Concluir. Arrumar. Colocar o cinto. Esperar o OK. Ligar. Soltar devagar. Virar. Andar. Cuidado para não ultrapassar. Rir. Conversar. Aprender. Felicidade contagiante. Alegria. Palavras jogadas ao vento. Estacionar. Perguntar. Medo. Avaliação. Apreensão. Desespero. Respirar. Acalmar. Começar. Ligar. Soltar devagar. Virar. Andar. Rir da situação. Continuar. Entrar. Virar. Seguir. Estacionar. Reprovar. Comentar. Entender. Pensar nos erros. Arrancar. Seguir em frente. Chegar. Estacionar. Acionar. Desligar. Soltar. Descer. Fechar a porta. Assinar. Colocar o dedo. Pronto acabou. Até a próxima.
(Andrieli Mottin)
***
FORA DE SI
Entrar pensante...
Ver lindos sonhos a se transformar...
Sorrisos, gemidos, balbucios...
Silêncio!
Ver, acordar...
Agir, terminar com contos de fadas, sombras, escuridão...
Levantar...
Pensar, realizar, seguir o por do sol...
Brincar, fantasiar, desenvolver, florescer...
O futuro está próximo...
Acabou...
Chega...
Quem sabe amanhã...
E tudo recomeça...
Chegar, aprender, fazer, desenvolver, brincar...
Machucar, tropeçar, ir além...
Desejar o desejado...
Criança, não será mais.
(Andrieli Mottin)
***
INTANGÍVEIS
Não conhecer...
Encontrar o esperado...
Pedir permissão...
Aceitar...
Conversar...
Conhecer...
Concluir que é a pessoa desejada...
Buscar novos horizontes...
Desejar mais que tudo...
Horas e horas na espera...
E simplesmente fugir...
Viajar por um mundo desconhecido...
Encontrar fadas, gnomos, anões...
Perceber que valeu a pena...
Ser normal é ser diferente...
Insignificante...
Perfeição?
Passado sem sentido, busca por ideais inatingíveis...
Por do sol, sombras, escuridão...
Voltar para um mundo racional...
Não, querer, buscar, sonhar...
Você, você, você...
Encanto amável, felicidade contagiante...
Aguardar...
Decepcionar, fingir, chorar...
Descobrir pelo giz o gesto...
Os dois lados da questão...
Azul, amarelo ou vermelho? Não!
A obscuridade...
A mentira....
As sombras...
Se entregar e repartir...
Explicação não requer...
Pois no fogo o gelo vai queimar...
(Andrieli Mottin)
***
A lua para os poetas talvez seja quadrada ou seria a lua quadrada e todos somos poetas?
(Regina Célia Munhoz Póvoa)
***
Só na vida existe razão, saber, sofrer, morrer.
Só na razão existe saber. Saber viver evidencia razão de viver.
Só na razão existe sofrer. Sofrer sem razão é não sofrer.
Só na morte a vida tem razão pois se a morte é sofrer, como sabe se não há mais vida.
(Regina Célia Munhoz Póvoa)
***
O vento sopra
na chuva de folhas
um arco-íris sem cor
brisa
cai
nuvem
verão
outono
inverno
(Evelyn Cieszynski)
***
Vejo três homens.
Eles estão sentados numa calçada à luz do sol de outono ao meio dia;
seus cobertores são trapos, ao lado garrafas de cachaça; suas faces demonstram fome, embriaguês, solidão, ausência.
O que lhes falta?
O que fazer?
Eu prossigo o meu caminho e ao virar a primeira esquina a imagem se desvanece.
(Jéssica Pereira)
***
O lugar é sufocante e apertado, mal dá para se mover.
Pessoas chegam correndo,
umas estão atrasadas
outras apenas estão estressadas.
Começa o jogo de empurra-empurra,
todos querem seu espaço, e mesmo que tal não haja,
parece ser ampliado.
Ouve-se um aviso acompanhado de sinal sonoro.
Fecham-se as portas e eu me encontro dentro de um ônibus;
mais um dia de estudos.
(Jéssica Pereira)
***
O relógio marcava 14 horas,
era uma tarde fria;
o meu olhar alcançava a janela de meu quarto.
Lá fora, um jardim:
a grama era de um verde singular;
as flores eram variadas;
suas cores;
seus perfumes
atraiam as abelhas, borboletas e outros insetos.
Num instante meu olhar se distancia e minha mente vagueia.
A beleza do jardim com todo seu deslumbre me faz lembrar de alguém ausente.
É o amor que toma conta de meus sentimentos.
(Jéssica Pereira)
***
Escrever. Escrever. Só. Para quê? Não! Só. Escrever.
(Amanda Schiontek)
***
Dúvidas. Questões. Mudanças. Fragmentações. Será isso? Será aquilo? Pra mim? Ou pra você? A cada um, um.
(Amanda Schiontek)
***
Adeus. Meu. Seu. Não julgar. Apreciar.
(Amanda Schiontek)
***
Vida preciosa, sem fórmula. Às vezes dor. Alegria. Boa para uns, ruim para outros. Fome, fatura, miséria, riquezas, alegrias, tristezas e muitas incertezas. Sim! Não! Talvez! Vida.
A tarde chegará, onde estás? Silêncio! Lugar além de meus pensamentos. Sei que ficou no coração, resta a vazia saudade.
Mãe, incomparável valor. Me ensinou, ajudou, consolou. Honro-te como rainha. Vivo em tua paz e contigo eu vou chegar. Quando? Breve ou tarde. Não importa. Espero.
(Cynthia Paula Pereira)
***
seis horas da manhã. Despertando. Acordando. Escovando. Molhando. Ensaboando. Lavando. Enxaguando. Enxugando. Arrumando. Penteando. Saindo. É feriado. Voltando.
( Raysa Adriely Ferreira)
***
Incriminação, decepção, preocupação, inquietação, acusação, interrogação, apreensão, absolvição.
(Raysa Adriely Ferreira)
***
Fria a dor. Quente amor. Dia que se vai para manhã voltar. Casa limpa. Mesa cheia. Gente chega. Musica. Letra linda.. Danças e danças. Meninas bonitas. Gente animada. Coisa engraçada. Parece piada. Minha. Deles. Nossa. Vossa.
(Merian dos Santos Fernandes)
***
Aiiiii. Você. Não. Ele. Dedo ruim. Dor ruim. Olho cheio de águas. Não. De lágrimas. Grito. Calado. Corre zangado. Homem. Pula crianças. Bagunça. Oh mesa, coitada da mesa.
(Merian dos Santos Fernandes)
***
No caminho por onde ando
Qual rumo seguir?
Momento de calmaria
Tudo estava ajeitado -
A notícia que fez tudo mudar
e a certeza, nunca mais se teve -
(Marcelle Luiza Alves de Araújo)
***
Olhos fechados, escuridão, o sonho esperado não vem, o som ao lado, cansaço, virar a seu lado, organizar o armário, cansaço, olhos fechados.
(Fugika Yoshida)
***
Disciplina, ordem, um atrás do outro, meninos, meninas, compasso, ritmo, parada, amontoado.
Tênis desamarrado.
(Fugika Yoshida)
***
Família, risos, brigas, mãos dadas, abraços, calor, frio, pizza, sopa, amor.
(Fugika Yoshida)
***
Lembranças. O que foi vivido. O que foi lembrado. O que foi pensado. O que foi dito. O que foi escrito. O que foi sentido. Na memória, nas fotos, nos vídeos, no diário. Os sorrisos. As expressões. As lágrimas.
O que se passou. O que realmente aconteceu mistura-se no que acontece agora.
Reúne-se tudo, reflete-se sobre tudo, mas escreve-se tudo? O que se tem agora? Lembranças? Lembranças de vida? O que ficou para trás ou o que permanece? Não, tudo agora é revivido e mistura-se ao novo.
(Paloma Correia)
***
Alto, bem alto, mais alto
Um vôo com turbinas
Fisicamente estou lá
Perto do infinito, aquilo que não posso contar.
Onde ninguém possa alcançar
Um sonho quase impossível
Espiritualmente é fácil entender
Mas para quem não acredita fica impossível de saber
Voltarei em outras vidas
Em outras formas, como caboclos e eres
Em outras famílias e amores -
(Francine dos Santos Silva)
***
Em uma noite fria caminhei entre estrelas.
(Letícia Caroline Barboza)
***
Vivo na noite com medo do dia, medo do que ele possa me trazer.
(Cristiana Lopes Machado)
***
Vivo sozinha com medo de me arrepender.
(Cristiana Lopes Machado)
***
Sair. Chegar. Grama sob os pés. Carregar. Montar. Preparar. Construir. Juntar. Organizar. Montar. Acender. Convidar. Cozinhar. Grito. Comer. Limpar. Atividade. Jogar. Correr. Suar. Chorar. Voltar. Jantar. Mesmo processo. Anoitecer. Correr. Jogo noturno. Fogo. Cantar. Dançar. Encenar. Ouvir. Processar. Absorver. Sentir. Emoção. Despedida. Voltar. Dormir. Acordar. Repete. Desmontar. Guardar. Voltar.
(Guilherme Ruthes)
***
Pensar. Projetar. Buscar material. Preparar. Montar. Construir. Amarrar. Firmar. Estaiar. Usar. Usar. Usar. Desmantelar. Limpar. Guardar. Continuar.
(Guilherme Ruthes)
***
Despertar. Levantar. Frio. Banho. Roupas. Sair. Transporte. ônibus. Ler. Terminal. Pão de queijo. ônibus. Campainha. Trabalho. Colegas. Almoço. Trabalho. Fim de tarde. ônibus. Terminal. Ônibus. Caminhar. Jantar. Aulas. Casa. Computador. Cama. Re-início.
(Guilherme Ruthes)
***
M
Analfabeta eu era. Sabia. Das letras. Algumas poesias. Tentava ler. Era incompatível. Analfabeta do amor.
Aqueles braços
Amo. Aquele novembro de 2009. Tem gosto de amor. Melancolia. Inquietação. Multidão. E eu não mais sozinha a dois.
Couraça
Atônita. Entregue. Tensão. Libertação da couraça que muito lhe incomodava.
Letras Inconstantes
Não. Não gosto do gosto. Parece uma máxima enfadonha. Não. Não o é. Explico. Aula sim, aula não, vem aquele gosto - de que não gosto, em minha boca. Aquele gosto e em seguida aquele sentimento sem nome. Não aprecio. Saliento. Esclareço. Exemplifico. É aquela análise sobre o texto dissertativo, sabe? Aquela das aulas de agora e que me lembram o passado pseudo-literário falido.
Droga. Não me fale de ritmo. De palavras. De entendimento. Pare de falar sobre paragrafação. Isto não é Jornalismo, ok?
Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e
humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não
sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode
imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo
do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que
são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só
para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja
obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que
não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais
ardor do que nunca no minuto seguinte. (Gabriel
Garcia Marques)
(Disponível em:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/mat2010a.htm) Acesso em:
20/05/2011)
Jornalismo. Pedagogia. Pedalismo. Jornagogia?
Não me fale em ritmo. Não estou em ritmo de festa. Dissimulado! Fala de "lead" mas o denomina como "parágrafo bem desenvolvido e eficaz". Não me enganas de forma alguma.
Jornalismo. Pedagogia. Pedalismo. Jornagogia?
Poupe-me dessa inverdade. Inversão. Submersão. lnquietação? E não me chame de louca ou de paranóica. Não. Não tenho mania de perseguição cognitiva meu caro homem.
Olha o que fizestes?! Não o vê? Escrevi um texto. Não o fazia com tamanha vontade a alguns dias. Provei do gosto daquela escrita em ritmo que tanto falava. Satisfeito? Agora deixe-me quieta, correto?
Não toque em minhas feridas. Ainda estou curando-as com minhas letras inconstantes. Por hora estou remediada. E engolindo o gosto. Mas vá devagar. As doses tem de ser pequenas pois em demasia me instigam a devaneios literários.
O que arde cura, mas nem tudo que cura arde.
(Talyssa das Chagas Lima)
***
Debaixo da lona
Circo. Emoção. Empolgação. Sonho. Desejo. Vício. Paixão.
(Ana Paula Lemler de Oliveira)
***
Primeiro catch
Trapézio voador. Oito metros de altura. Ansiedade. Colocar o cinto. Subir a escada. Medo. Chegar na plataforma. Muito medo. Segurar a barra. Saltar. Prender a respiração. Colocar os joelhos na barra. Soltar a respiração. Ficar de ponta cabeça. Balançar. Soltar as mãos. Esperar o catch. Pegar as mãos no catch. Soltar a barra. CATCH! Emoção. Excitação. Felicidade. Soltar o catch. Cair na rede. Chegar no chão.
(Ana Paula Lemler de Oliveira)
***
Deutsch
Studieren. Schreien. Schreiben. Deutsch. Lernen. Lesen. Leben. Spaß.
(Ana Paula Lemler de Oliveira)
***
Amor? Desejo... Afeto... carinho... sentimento... paixão. Paixão-envolvimento. Amor-paixão: eloquência, sensação, prazer, envolver, união. Gerar, criar, nascer. Nascer, chorar, alimentar, crescer! Crescer-viver, viver-aprender, aprender falar,, pedir, gritar. Gritar dor, alegria, raiva. Alegria-raiva, sentimentos, sentimento-humano, humano-eu, viver, nascer, crescer, gerar, morrer.
(Elaine Cristina Barros Ropelato)
***
Morrer? Desaparecer, des-viver... deixar de viver. Causador, chorar, chorar... conformar, reconfortar, recomeçar, viver, vivedor, chorar-sorrir, passar, não esquecer, lembrar, esquecer-viver. Amar-morrer.
(Elaine Cristina Barros Ropelato)
***
Olhar, observar, encontrar. Encontrar sem procurar. Fascinar. Amar em um olhar. Amar-apaixonar, querer, desejar, possuir, ter. Não-ter, sofrer, chorar, não-esquecer, sofrer, sofrer... Esquecer em outro olhar, amar, sofrer, chorar, esquecer, re-encontrar, re-amar.
(Elaine Cristina Barros Ropelato)
***
Re-voltar. Re-surgir. Voltar ao início de tudo.
Morta viva até morrer para mim.
Romã madura e doce.
Vivo viva com os frutos para o eterno.
(Emilene H. Rodrigues)
***
Tentando construir o meu biografema, misturei doce com salgado, amargo com azedo. Seco com molhado, pensamentos soltos com complexidade. Até onde vai o real sentido das palavras? Percebo que quanto mais leio, diferentemente vejo e mais me confunde. Ou será que esclareço? Dissolver palavras, transformando-as em pensamentos, conclusões, sabores?! E o biografema? Cadê? Já não me surpreendo em criá-lo sem perceber que esta pronto.
Em meio às entrelinhas, mergulhando nas minhas duvidas encontro outras respostas. E o biografema? Cadê? Já não me assusto em ver que textos, antes loucos, traduzem a confusão de tantas letras, acentos, abreviações e autores. Azedo ou doce?! Creio que molhado! Esqueci as barreiras e mergulhei na loucura ou seria real lucidez? Não pretendo descobrir.
Mas, e o biografema? Cadê? Boa pergunta, resposta, indireta. Já não sinto mais frio, meus pensamentos me esquentam e me distraem, não tenho tempo. Acho que estou conhecendo a vida, não a minha (essa eu conheço bem, acredito pelo menos que sim). Vida nas palavras e palavras na vida. Cheiro em letras, sabor em vírgulas, temperatura em frases, um objetivo em três parágrafos. Ou seriam três fragmentos biografemáticos?
(Isabella Zanin Sancho Gonçalves)
***
A arte do nada
Começo, fim, tudo e nada. A roda gigante que não cessa, não para, não tem fim. Gira numa dança suave em meio à tempestade. Sem lógica nem prática. Inconstante, solitária, vazia, envaidecida, rápida.
Ardor, paixão, fulgor, suavidade, tempestade, temperança, desespero, sonho, fantasia, música, felicidade, sentimento... Isso, sentimento! Aquele que nasce não se sabe de onde, cresce se alimenta dos sonhos, vive na plenitude, ama, ama, proporciona a vida e, de repente, não mais que de repente, some, desaparece num sublime piscar de olhos. Vira brasa.
Foi-se, voltou, apareceu, sumiu, reviveu, morreu, assim sublime, encantador, desorientador, sem nada, sem ponto, sem exasperar, como música. Numa contínua dança, suave, longa, curta, repetida, grave, longe... Perto... Há tanta coisa para falar, e nada pra dizer! Vem e vai, acaba, solta, volta, sem nada há deixar, e tudo o que esperar. Lágrimas vêm e vão, suaves, desesperantes, na medida, ou não. Assim é ele, inconstante, feroz, vem de mansinho sem esperar, e no ímpeto... Onde esta?
(Tatiani Ludovino Simões)
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Em grupo, feliz, floresta solidão acompanha,
distância, receio e tristeza.
A cor ou sem cor motivo banal.
Aparência, beleza imagem distorcida, alegria vazia.
A lua radiante, ilumina o branco, que em prata vira.
O sol reluz a luz da noite, o sem cor brilha.
O branco, prata aos olhos não escapa.
O mundo estranho, curioso em coisa rara.
Em outro mundo brilha, reluz uma luz desejada,
tristeza acompanha, sem cor quer a floresta.
Sem cor, sem brilho na floresta a vida real.
(Luci E. B. S. Socoloski)
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Um grito. O socorro foi ouvido. Logo após, o sabor da fruta doce na primeira mordida com os olhos fechados.
(Eliane Regina Graciano)
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A homogenia deve ser incentivada a ser expressa, a ser criada como forma de identidade, de pensamento criado e não de pensamento aceitado, de ser ter uma preguiça ao pensar, a apenas algo genérico, fácil "Como é Para mim — o que não se fala, sem alegar a si mesmo, condenado ao exílio da generalidade".
O que o Biografóiogo deseja alcançar? Ódio, Amor, Reflexão, Pensamento? Pois bem, mas que o faça o tanto de esforço que está sendo colocado nele que resultara entre o banal e o "particular". "Nossos mares se molham e espantam as securas que os dias nos trazem. Cruel desafio à interpretação. Fundos de Silêncio. Habitante dos Interstícios. Assombrado. Sem economia de bem ou mal Não Lucro"
A Biografemática não pode ficar presa. Ela por si só pode se tomar algo maior do que é, e isso muitas vezes é censurado, repudiado pela crença no que já foi considerado fechado, definido, morto, acabado. Lembrar que o pensamento em si nada se acaba, mas que ele pode se reconstruir, reorganizado, transformado pela sociedade constantemente e que sua queda ou atrito deve ser discutida, repensada, não apenas deixada de lado. "Radicalização na preparação. Sem salvaguarda. Munição impaciente, Anarquia debochada. Ervinhas Frescas. Atravessar, navegar, saltar: e pronto. Corda bamba, sem sombrinha, embriagado. Pronto. Cair. Se for o caso. Pronto.Ver, sentir, amar, odiar, chorar, ter cefaléia, sede, fome, saúde. Avaliar o valor dos alargados. Desgarrados.
(André de Oliveira Mazurok)
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Nebulosas cruzam o céu escuro,
A noite parece mais fria que nunca
Diferente das outras, agora não mais conosco
Fez história aconteceu apareceu brilhou irradiou seu brilho
Esquentou, dourou, corou, acobreou, queimou, esquentou.
Ardeu e te fez vida, ardeu e corou bochechas, ardeu e esquentou o gelado.
Sombreou, sombreou devagarinho bem devagarinho.
Despindo se foi, agora não mais aqui nós o vemos.
Talvez em terras distantes esteja
Talvez amanhã nem volte.
(Yessa R. Cerqueira)
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Sei que viver não é assim tão claro. Fácil. Difícil. Doce. Amargo. Sonhar. Fantasiar. Sorrir. Chorar. A Solidão às vezes penetra. Noite fria. Dia quente. A alegria invade. Êxtase. Enfrentar. Lutar. Caminhar. Seguir. Progredir. Regredir. Cair. Levantar.
(Valéria de Oliveira Laurentino dos Santos)
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Hoje acordei cedo. Dia congelante. Dia lindo. Céu azul. Nuvens brancas. Anoiteceu. Noite congelante. Céu escuro. Dormi tarde. Amanheceu...
(Dariane Aparecida Cruz Moreira)
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Pensei não seu possível. Discutir o que aconteceu nesse episódio. Multidão emudecida. Berros estridentes. Corações acelerados. Suspiros. Mãos ao alto. Ranger de dentes. Fúria. Perturbações. Indagações. Pensamentos e imaginações. Ideias. Palavras. Um sujeito mudo. Pensamentos de esperança. Dúvidas. Medo. Mão trémula. Esperança. Fé.
(Dariane Aparecida Cruz Moreira)
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Ventre vazio. Semente. Esperança. Gravidez. Feto. Afeto. Crescimento. Ansiedade. Felicidade. Ato de amor.
Nascimento. Sofrimento. Dor de parto Aceitação. Esquecimento. Alegria. Escola. Ensinamento. Compreensão. Saber. Ignorância.
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Aula: do trabalho para casa - faculdade. O congestionamento. Os homens do carro. A rua. Sinal vermelho. As crianças nas cadeirinhas e as pessoas nas faixas. Sinal verde. Os homens do carro. Uma vaga. Alívio, agora nas faixas, escadas. Fila, elevador, na sala, a aula.
(Marcelo Augusto Andriolli)
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O ciclo da vida
Semente, embrião, vida. Anseios, 9 meses, parto. Pequenos, frágeis, inocentes. Brincalhões. Sorridentes. Amorosos. Manhosos. Mimados. Amados. Os anos passam. Esperanças, promessas, frustrações, realizações. Amores. Alegrias. Desamores. Lagrimas. Aventuras, promessas, certezas, mais amores... semente, embrião...
(Andrea Alessandra Ielen)
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Botão
Pequeno, grande. Colorido, negro, transparente. Fechado, aberto. Horas para ajudar, horas a sobrar, mas sempre ali, imóvel. Fixo. Quadrado, redondo, sem forma definida. Tem importância?? Sim, não, às vezes. Depende.... É verão, não, é inverno, sim. É só um botão, se ausente faz falta, fica feio. Tem casa, precisa de botão. Cheia, enfeita, fascinante, esta em equilíbrio, como a vida, perfeita, completa. Yin-yang.
(Andrea Alessandra Ielen)
Busca do conhecimento
Um ponto, ignorância, duvidas. Curiosidade. Desejo. Sede. Sabedoria. Busca. Descoberta. Luz. Conhecimento. Realização. Pratica. Aplicação. Mais duvida. Incertezas. Procura. Livros. Google. Informação. Respostas. Elaboração. Troca. Plenitude.
(Andrea Alessandra Ielen)
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Amor a primeira vista.
Um olhar. Coração batendo forte. Suar frio. Um toque. Pronto. Batimento acelerados, respiração difícil e pronto, um amor.
Começo.
Amor. Surpresa. Emoção. Alegria. Um choro. Uma chegada. Uma vida!
Cinema.
Uma tela. Começo. Historia. Sentimentos. Pessoas. Choro, risadas, dança, suspensa, briga, alegria, amores, beijos. Ficção e realidade. Juntos. Expectativa. Diversão. Realização. The end.
(Iris Caroline Medeiros de Albuquerque)
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Rosas, azuis, amarelas, vermelhas
Pintadas, lisas, riscadas
Abertas ou fechadas.
Sol, vento, céu
Flores, cores, amores.
Prazer, tranquilidade
Livre, liberdade, paz.
Borboletas.
(Malu A. Campos Distéfano)
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Dançar
Leveza, Lies, Pureza, delicadeza nos gestos
Deixe seu corpo te levar
Suave, grosseiro, prober, lento e passageiro
Como é gostoso dançar
Não sinta o medo que a curiosidade desperta,
Nada poderá te parar
Sinta o ritmo, o som e a batida
E assim você não vai parar
Há sim, como hoje eu estou feliz Estou certa que alegria desperta
(Luana Fernanda dos Santos)
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VIDA DE CARRO
Garagem. Porta. Chave. Banco. Volante. Ignição. Retrovisor. Câmbio. Embreagem. Acelerador. Partida. Rua. Quilometragem. Embreagem. Primeira. Embreagem. Segunda. Embreagem. Terceira. Freio. Embreagem. Primeira. Marcha-ré. Freio, Ponto morto.
CONSTRUÇÃO
Terra. Pedra Areia. Ferro, Cimento. Tijolo. Cimento, Alicerce, Cimento. Tijolo. Cimento, Chapisco, Reboco. Cal fino. Parede. Esquadria. Vidro. Janela. Madeira. Telha. Forro. Telhado. Cimento. Cimento. Cimento. Piso. Contra piso. Argamassa. Cerâmica. Rejunte.
DIA A DlA
Cama. Banheiro. Chuveiro. Secador. Roupa. Calçado. Pia. Fogão. Chaleira. Água. Café. Material. Mala. Porta. Rua. CMEI. Sala. Crianças. Sorriso. Choro. Mamadeira. Comida. Sono. Berço. Descanso. Almoço. Sala crianças. Sorriso. Choro. Mamadeira. Comida. Sono. Berço. Sala. Porta. Rua. Van escolar. Viagem. Praça Santos Andrade. Reitoria. Pessoas. Pessoas. Pessoas. Sala de aula. Professores. Alunos. Trabalhos. Pesquisas. Avaliação. Dificuldades. Aprendizagem. Conhecimento. Realização. Saída. Van escolar. Viagem. Casa. Porta. Quarto. Cama. Sono.
(Jéssica Rodrigues)
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Primavera
Primavera. Frutos. Flores. Cheiros. Cores, Amores
Mãe
Gesta. Espera. Gera. Ama. Cuida. Alimenta. Brinca. Educa. Ensina. Ama. Ajuda. Escuta. Orienta. Admira. Cuida. Alimenta. Educa. Ensina. Ama. Ajuda. Escuta, Orienta, Admira. Cuida. Educa, Ensina. Ama, Ajuda. Orienta. Admira. Educa. Ensina. Ama. Ajuda. Orienta. Admira. Ama. Orienta. Admira. Ama. Admira. Ama. Admira. Ama. Ama. Ama...
Casamento
Vamos sair? Não. Insistiu. Não. Insistiu novamente. Não. Insistiu mais ainda. Dúvida... Insistiu mais um pouco. Sim! Fomos. Chegamos. Encontramos. Reunimos. Conversamos. Bebemos. Dançamos. Passamos... Olhei. Cuidei. Gostei. Passamos... Olhei e fui olhada, cuidada, gostada. Se aproximou. Convidou, Dançamos. Conversamos, Nos apaixonamos. Saímos. Passeamos. Conversamos. Namoramos. Amamos. Amamos. Casamos. Amamos. Amamos. Amamos...
(Janaína de Aguiar Monteiro)
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Um dia. De manha. Um ofhar, um sorriso. Um primeiro contato. Apenas mais um? Ou um alguém único? Um som. Parece uma musica. Uma conversa. Um jogo de driblar a timidez. Um medo, ao mesmo que uma vontade incessante de não fugir. Olhares. Uma, duas, três horas. Não. Quinze minutos. Nossa. Então eu vou indo. Talvez só mais um pouquinho. Um número. Mas será? Um turbilhão de sentimentos. Nossa. Agora segue. Nossa.
Por quê? Como? E agora? Foi? Solidão? Medo? Angustia? Confusão de sentimentos? Mas por quê? Respostas. Acontece. Não há nada a fazer. Impossibilidade. Sinto-te. É você? Não há respostas.
Mas hoje não. Acorda todo dia. Lava o rosto todo dia. Toma o mesmo café com pão todo o dia. Toma banho todo dia. Sai todo o dia. O mesmo caminho todo o dia. Mas hoje não. Os mesmos "olá" todo dia. A mesma massa estressante todo o dia. A mesma hora todo dia. Mas hoje não. Hoje eu vou sair. Não vou voftar. Beber. Comer. Beber. Beber. Beber. Esquecer. Dançar. Pular. Sorrir. Lembrar. Beber. Beber. Dançar. Dançar. Dançar. Anoitecer. Dançar. Voltar. Dormir. Acordar. Acordar. Acordar.
(Daniela Bissani Furlin)
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-Quando eu morrer e forem me retratar, não quero ser lembrada apenas como um simples fragmento de essência humana, quero ser compreendida como um rascunho inacabado que segue a brilhar ainda que soterrado pelo cimento e esquecido pelo homem. Brilhar e brilhar sempre que respirar essa será a minha frase guia, mesmo que o sopro da vida já não habite mais o meu corpo e coração.
-Sinto o desabrochar de mulher ainda que a essência de minha alma seja uma menina inocente que brinca e pula em seu subconsciente, em sua massa de nuvens cinzenta com reflexos de luz e pensamentos puros que me guiam em minha infantoadultisse.
-No espelho vejo refletido assim como o mar negro que de tão escuro seja a ser translúcido minha vida a tempos esquecida. Vejo o tudo que ficou pra trás que agora vem à tona nessa avalanche de sentimentos e pensamentos que domina todo o meu ser.
(Franciele Palacio Idalgo)
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I -Ponto, leve, vazio, só, cheio, transbordar, derramar, amor, inundar, acabou... ponto final.
II - Semente, vida, sol, amor, árvore, você, fruto, criança, morrer, não morrer e viver.
Ill - Despertar. Espreguiçar. Calçar. Levantar. Escovar. Pentear. Vestir. Espreguiçar. Comer. Sair. Correr. Trabalhar. Correr. Trabalhar. Esgotar-se. Indignar. Pensar. Ouvir. Perceber. Parar. Desistir. Sorrir. Libertar-se. Recomeçar. Colorir. Ler. Descobrir. Educar. Viver. Amar. Dormir e realmente descansar.
(Graciele Lehnen Bijega)
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Escrevo. Mas mal escrevo. Penso na possibilidade. Analiso o conhecimento. Quero o padrão. "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara" (Saramago).
(Gabriel Plácido Teixeira da Silva)
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A água fria do mar invade e arrepia minha alma.
(Fernanda Caroline Gusso Elias Muraro)
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A lua resplandecente ilumina com sua luz e alegra com seu brilho.
(Fernanda Caroline Gusso Elias Muraro)
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Realmente em voltas se dá a essência das coisas, hora aqui hora ali, nesse sentido distorcido, surgindo, ressurgindo, horas aqui horas ali.
(Carmen Daina Sepúlveda)
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Fecho os olhos pra não ver passar o tempo, o frio corrói as minhas veias.
(Clevia de Souza Tavares)
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